Marcelo Freixo: “É urgente a derrubada do teto de gastos!”

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Por Marcelo Freixo – A política econômica de Bolsonaro e Guedes está agravando os efeitos da crise internacional no Brasil. A crise tem uma dimensão global (coronavírus e petróleo) e outra nacional, que está diretamente relacionada às ações desastrosas do governo brasileiro.

O “Pibinho do Guedes” mostra que a política de cortes nos investimentos públicos e desmonte dos programas sociais, que garantem algum dinheiro no bolso dos mais pobres e incentivam o consumo, estão estrangulando a economia. É verdade que as reformas vêm desde o governo Temer prometendo o paraíso. O Teto de Gastos não alavancou o crescimento, a Trabalhista não gerou os empregos prometidos… Mas Bolsonaro e Guedes continuam vendendo ilusões.

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Temos 3,5 milhões de famílias passando fome sem receber o Bolsa Família, apesar de atenderem as regras do programa. A fila do INSS prejudica 2 milhões de brasileiros. E Guedes ainda planeja congelar o salário mínimo e permitir a redução dos investimentos em saúde e educação.

Além de desumanas, essas medidas pioram os efeitos da crise e tornam a nossa recuperação mais difícil. Afinal, salários menores significam menos consumo, redução nos lucros, cortes nos investimentos, menos empregos… Um ciclo vicioso. É tão absurdo que as tesouradas de Guedes incluem a saúde pública num momento em que o mundo enfrenta uma pandemia!

A receita para tirar um país tão desigual como o Brasil da crise não é reduzir investimentos, congelar salário e abandonar os pobres. Nossa proposta é o oposto disso. Defendemos a IMEDIATA ANULAÇÃO DO TETO DE GASTOS, para que o Estado brasileiro volte a investir em infraestrutura e serviços públicos, melhorando a vida da população e estimulando a retomada do setor produtivo.

Apresentamos projeto para que todas as famílias pobres recebam de imediato o Bolsa Família. Além de enfrentarmos a fome, o Bolsa Família tem efeito positivo na renda e no consumo. Segundo a FGV, para cada R$1 gasto com programa são gerados R$1,78 para a economia.

Também cobramos providências e denunciamos ao Tribunal de Contas da União a fila do INSS que prejudica milhões de famílias. E ao contrário de Guedes, nós propusemos uma reforma tributária justa, que estimula o setor produtivo e reduz os impostos sobre o consumo, beneficiando a classe média e os pobres. Mais dinheiro no bolso é mais consumo.

Para enfrentarmos a crise global e tirarmos o Brasil do atoleiro, precisamos garantir a renda dos trabalhadores, assegurar assistência social aos pobres e investir nos serviços públicos e infraestrutura. Por isso É URGENTE A DERRUBADA DO TETO DE GASTOS.

Marcelo Freixo é deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro