“Fora Guedes”, pedem Valor, Globo, Estadão e especuladores financeiros

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, está sendo cuspido fora pelo “mercado financeiro” [leia-se especuladores e rentistas] e pelos jornalões. Primeiro foi o Estadão, que, em editorial, chamou o “Posto Ipiranga” de incompetente porque ele não conseguiu privatizar nada durante quase dois anos.

Bancos, rentistas e banqueiros querem mais uma fatia do patrimônio público. Eles estão de olho em R$ 2 trilhões de privatizações, porém Guedes não tem conseguido entregar com a mesma voracidade do “mercado financeiro”.

“Desgaste mina credibilidade de Guedes”, gritou nesta sexta-feira (27) o Valor, cuja publicação é uma joint venture entre Globo e Folha.

A nova pressão contra Guedes é mais uma das chantagem desses agentes, em conluio, que agem criminosamente contra os interesses nacionais.

Segundo o Valor, Paulo Guedes deixou de ser o fiel da balança do governo Jair Bolsonaro.

Citando executivos de bancos e investidores institucionais, o jornalão afirma que “uma eventual saída de Guedes já não representaria mais uma ruptura para o mercado, desde que seu substituto mostre comprometimento com uma agenda responsável para tirar o país do abismo e capacidade de execução.”

Note o caríssimo leitor, que o pedido de “Fora Guedes” nada tem a ver com o aumento do desemprego, da fome e da miséria. Pelo contrário. Os agentes financeiros querem justamente ampliar esse abismo entre os que comem e os que não comem, entre os que não dormem e os que têm medo dos que não comem.

Os ditos representantes do “sistema financeiro” dizem que o ministro adotou uma postura em que basicamente esquece como são os ciclos políticos no Brasil, em que só se consegue fazer reformas efetivamente no primeiro ano quando chega com a popularidade em alta. Ou seja, eles preveem um cenário catastrófico para o governo do presidente Jair Bolsonaro.

O cenário de tempestade política, segundo esses agentes, empurra agenda política para o outro lado, de fazer mais bondades, ao invés de fazer as maldades –como as privatizações e entrega do patrimônio público (nosso) para os banqueiros.

No final da reportagem do Valor, na última linha, no entanto, o tal “mercado financeiro” joga uma boia para salvar Paulo Guedes.

“O diretor-geral da Fator Administração de Recursos, Paulo Gala, acha que a permanência do ministro no governo ainda serve para tranquilizar os investidores de que nenhuma guinada vá ocorrer na condução da política econômica.”

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