Congressistas dos EUA pedem proteção à deputada do PSOL Talíria Petrone

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A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) corre risco de morte no Brasil. Este é o alerta de 22 congressistas do Partido Democrata, dos Estados Unidos, que criticam o governo Bolsonaro por políticas antidemocráticas, racistas e xenófobas –segundo uma carta em solidariedade à parlamentar brasileiras.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a carta dos democratas antecipa as pressões do presidente eleito Joe Biden ao governo de Jair Bolsonaro. Biden assumirá a Casa Branca a partir de 20 de janeiro 2021.

A deputada do PSOL, juntamente com sua filha cinco meses, teve de deixar o Rio de Janeiro às pressas. Ela denunciou as ameaças de morte à ONU em junho passado, após ser avisada sobre áudios que indicavam o planejamento de seu assassinato.

Os deputados americanos lembram na carta o assassinato da vereadora Marielle Franco, em fevereiro de 2018, e as ameaças contra o ex-deputado Jean Wylly, que hoje vive no exterior. De acordo com o documento, líderes afro-brasileiros da oposição não têm recebido proteção adequada do governo brasileiro para garantir sua segurança”.

Os deputados dos EUA, em especial os democratas, já vinham criticando o governo Bolsonaro nas questões dos direitos humanos e da proteção das florestas devastadas pelo fogo e desmatamento.

A carta em solidariedade à deputada do PSOL é liderada pela deputada Susan Wild e conta com apoio de deputados como Joaquin Castro, Alcee L. Hastings, Mark Pocan, Henry C. Hank Johnson, Alan Lowenthal, Deb Haaland (cotada para assumir o comando do Departamento do Interior no governo Biden), Raúl M. Grijalva, Ro Khanna, e Ilhan Omar.

Os democratas americanos pedem uma investigação completa e imparcial para identificar e processar os responsáveis pelas ameaças a Petrone. Eles apontam ainda para o crescimento do racismo e homofobia no Brasil enquanto o presidente Bolsonaro continua a minar os direitos dos afro-brasileiros, mulheres, população LGBT, indígenas e outros.

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