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Lula abre 11 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 1º turno

Lula alcança 41% das intenções de voto contra 30% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial, segundo pesquisa nacional Indexa divulgada nesta terça-feira, 21 de julho. O levantamento ouviu 2 mil eleitores por telefone entre 16 e 19 de julho, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-02904/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ronaldo Caiado aparece com 6%. Romeu Zema e Renan Santos registram 3% cada. Joaquim Barbosa e Augusto Cury têm 1% cada. Samara Martins, Cabo Daciolo e Hertz Dias foram citados por menos de 1%. Votos brancos e nulos somam 8%, enquanto 7% não souberam responder.

A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro chega a 11 pontos percentuais. A distância supera duas vezes a margem de erro do levantamento e mantém a disputa concentrada nos dois nomes que já ocupavam as primeiras posições nas rodadas anteriores.

Lula tinha 39% em maio, subiu para 42% em junho e marcou 41% em julho. Flávio Bolsonaro oscilou de 30% para 31% e retornou aos 30%. As variações estão dentro da margem de erro, o que indica estabilidade dos dois principais concorrentes.

O primeiro turno, porém, continua sendo o vestibular das urnas. Apenas os dois mais votados avançam para a etapa seguinte quando nenhum concorrente supera metade dos votos válidos.

Desconsiderados os 8% de brancos e nulos e os 7% de indecisos, Lula corresponde a aproximadamente 48,2% das escolhas atualmente atribuídas aos candidatos. Esse cálculo não substitui a apuração eleitoral, porque indecisos ainda podem escolher algum nome e votos declarados podem mudar até 4 de outubro.

A pesquisa mostra que 66% dos entrevistados consideram o voto decidido. Outros 26% admitem mudar de candidato e 8% não responderam. Entre os eleitores de Lula, 77% dizem estar decididos; entre os de Flávio Bolsonaro, a proporção é de 75%.

O dado reduz o espaço para reviravoltas, mas não encerra a campanha. Um quarto do eleitorado ainda declara possibilidade de mudança, parcela suficiente para alterar a ordem entre os candidatos menores ou modificar a diferença na disputa principal.

Lula lidera entre as mulheres por 45% a 26%. Entre os homens, a distância cai para um ponto: 36% a 35%. O petista também aparece à frente no Nordeste, por 48% a 25%, no Sudeste, por 41% a 32%, e no Norte, por 41% a 29%.

Flávio Bolsonaro lidera no Centro-Oeste por 39% a 29%. No Sul, Lula aparece numericamente à frente por 33% a 32%, resultado que configura empate técnico quando considerada a margem específica do recorte regional.

A renda revela outro divisor. Lula registra 45% entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, contra 23% de Flávio Bolsonaro. Na faixa superior a cinco salários mínimos, a diferença cai para 38% a 35%.

O confronto religioso permanece desfavorável ao governismo entre evangélicos. Flávio Bolsonaro marca 41%, enquanto Lula tem 30%. Entre católicos, Lula vence por 41% a 29%. Entre pessoas sem religião, a vantagem petista chega a 54% contra 20%.

O levantamento também mede os limites de crescimento. Metade dos entrevistados afirma que jamais votaria em Flávio Bolsonaro. O índice era de 47% em maio e chegou a 49% em junho. Outros 31% dizem que votariam com certeza nele e 13% admitem essa possibilidade.

Lula registra rejeição quase idêntica: 49% afirmam que jamais votariam no petista. Em contrapartida, 37% declaram voto certo e 12% dizem que poderiam escolhê-lo. O núcleo consolidado de Lula é seis pontos maior, mas os dois principais nomes enfrentam resistência de aproximadamente metade do eleitorado.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista vence por 46% a 39%. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 6% permanecem indecisos. Em junho, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 41%. A queda de dois pontos do representante bolsonarista ampliou a vantagem de seis para sete pontos, embora as oscilações individuais estejam próximas da margem de erro.

Lula também supera Romeu Zema por 46% a 32%, Ronaldo Caiado por 45% a 37% e Renan Santos por 47% a 27%. Os testes de segundo turno são simulações condicionais: só terão valor eleitoral concreto para os nomes que conseguirem atravessar o primeiro turno.

A pesquisa deixa duas mensagens para a campanha. Lula lidera com vantagem consistente e possui o maior núcleo de voto certo, mas ainda não ultrapassa sozinho a barreira necessária para liquidar a eleição. Flávio Bolsonaro mantém o segundo lugar, porém enfrenta rejeição de 50% e não consegue ampliar os 30% registrados desde maio.

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